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YOGA E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Atualizado: há 5 horas

A transformação da inteligência em estupidez é um aspecto tendencial da evolução histórica.

(A dialética do esclarecimento, Adorno e Horkheimer)



Uma aula de yoga ou um sadhana, é um tipo peculiar de relação social que promove muitos benefícios aos praticantes, como a saúde do corpo e a purificação da mente. A interação recíproca entre professor e aluno se constitui na base dessa relação.


Relação social é uma interação entre pessoas, que se comunicam, estabelecem conexões entre si e se influenciam mutuamente. Uma aula de yoga ou sadhana, portanto, é uma relação social, pois tais elementos estão presentes e organizam a prática.


As relações sociais podem ser estabelecidas por sentimentos ou interesses em comum. Elas são orientadas por um conjunto de princípios, costumes e hábitos que ajustam e referenciam o bom convívio coletivo. Elas são a base da estrutura social, pois promovem o bem-estar emocional e a saúde mental.


Ou seja, as relações sociais orientam as condutas dos indivíduos entre si, estimulam comportamentos recíprocos e compartilham sentidos. Elas podem ocorrer tanto diretamente, isto é, com as pessoas interagindo face a face (em grupo ou individualmente), seja no mundo real ou no ambiente virtual; como também podem ocorrer de modo indireto, ou seja, sem o contato no momento da ação.


A ação é um movimento com significado e propósito. Quando uma pessoa age, ela tem uma intenção, que pode ser explícita ou não. Uma ação social é feita do contato entre pessoas, e este contato pessoal é que dará início a uma relação social. Logo, toda relação social é originada de um contato entre pessoas.


A relação social que se estabelece no yoga, se faz em um ambiente de ensino e aprendizagem. De um lado, um agente transmissor (professor/mestre/guru), que promove o ensinamento da tradição do yoga, cujo conhecimento é originado do estudo, da reflexão e de sua própria experiência contemplativa.


Do outro lado, está um agente receptor (aluno/adepto/devoto), que aceita o ensinamento, processa as informações, assimila o conteúdo e transforma o ensinamento em conhecimento, que se reverterá-se em algo prático para ser aplicado em sua vida cotidiana.


O agente transmissor é aquele que dispõe dos signos do yoga, conhece seus significados e suas relações; ele apreende os sentidos dessas relações, de acordo com a tradição. Ele sintetiza o ensinamento e transmite com sinceridade, sensibilidade e clareza, a mensagem correta do yoga, em um contexto específico.


Em uma aula de yoga, portanto, o professor é o mediador dos sentidos compartilhados pelos indivíduos participantes. Ele é o responsável pelo pronunciamento da mensagem, pelos ensinamentos e da aplicação correta das técnicas e métodos. Em suma, o professor é o detentor da linguagem, pois ele estabelece a comunicação correta no contexto adequado.


Esse processo de interação comunicativa, quando realizado em seu mais elevado nível de autenticidade, é fundamental para desenvolver e ampliar as capacidades e habilidades cognitivas das pessoas como, por exemplo, a reflexão e o discernimento.


Assim entendido, os alunos de yoga, ao assimilarem a essência do ensinamento, estarão aptos a tomarem decisões mais conscientes e éticas. Eles serão capazes de elaborar argumentos lógicos e debater sobre diversos assuntos de seu interesse, sem afastar-se da sensibilidade e do bom senso.


Serão capazes de analisar e interpretar os discursos políticos e midiáticos, sem deixar-se levar por emoções e sentimentos, pois sua capacidade reflexiva estará apurada e o discernimento aguçado, e eles compreenderão melhor a si mesmos, a sociedade e o mundo que os rodeia. 


Pode-se afirmar que o yoga é um processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento das capacidades cognitivas, que se faz por meio de uma “educação emancipadora” de tudo o que aprisiona a mente em fantasias e ilusões. E o elemento humano – isto é, o contato direto entre as pessoas – é fundamental para o alcance de um resultado promissor, no que diz respeito à realização pelo yoga.


Todavia, cada vez mais, a tecnologia tem ocupado o espaço da interação social. A tecnologia da informação desenvolve cada vez mais estratégias para persuadir e entreter as pessoas, aprisionando-as em uma ampla rede de gerenciamento de imagens e padrões de comportamentos, que apenas servem a interesses financeiros de grupos específicos que controlam e exercem a dominação social.


O mercado tecnológico oferece inúmeros aplicativos que “ensinam” yoga. Esses Apps encontram-se disponíveis em diversas plataformas, alguns gratuitos e outros pagos; bastar baixar no smartphone e acessar quando você quiser, em qualquer lugar, a qualquer hora, e você terá uma aula de yoga somente para você.


Com o advento definitivo da Inteligência Artificial (IA), é possível até “criar” um professor, um mestre ou até mesmo um guru virtual que, como alguns acreditam, revolucionará o ensino do yoga, elevando o nível da experiência a patamares incríveis.


Mas o que é a IA? É um poderoso processador de dados e análises estatísticas, que visa gerar probabilidades precisas, sobre os mais diversos temas. Ela compara milhões de informações sobre o tema buscado e indica o que seria supostamente o mais correto ou melhor. Como isso é possível?


Quando utilizamos as plataformas da Internet, carregamos uma quantidade gigantesca de dados textuais. Esses dados não-estruturados são gerados diariamente, portanto, por nós mesmos, quando ativamos os dispositivos da Internet.


Por exemplo: registros médicos, comentários em mídias sociais, pesquisas em artigos científicos ou de opinião, vídeos acessados no Youtube, enfim, qualquer coisa que alimente a fonte de dados da “máquina pensante”, onde ela possa inferir as tendências pessoais.


Os computadores atuais são capazes de analisar mais dados baseados em linguagem do que os próprios seres humanos. Suas análises são consistentes e precisas. Esta automação é imprescindível para uma análise de texto completa e eficiente, do ponto de vista puramente técnico e objetivo.


Isso tudo é possível pelo PLN – Processamento de Linguagem Natural, uma tecnologia acoplada a IA que auxilia a “máquina pensante” a se comunicar com os seres humanos, em sua própria linguagem. Assim, os computadores, que se utilizam da linguagem matemática (os bits e bytes), transformam números em imagens, palavras e textos.


Deste modo, o PLN possibilita que computadores leiam textos, ouçam e interpretem falas (no caso da Alexa, por exemplo), identifiquem sentimentos e determinem quais trechos dos textos e falas são importantes.


Quando alimentamos a IA, o PLN extrai as tendências que considera relevantes. Desde e-mails às pesquisas no Google, qualquer informação é utilizada para analisar, definir o significado e manipular a linguagem humana. Ou seja, ele se utiliza dos nossos rastros na Internet, para a identificar nossas preferências, desejos e insatisfações, e sugerir, pela sua avaliação, o que é melhor.


Quando acionamos a IA, ativamos o PLN. Ele “entende” a nossa intenção nas entrelinhas dos nossos comentários; executa a ação e nos dá a resposta numa frase bem elaborada, e tudo isso em poucos segundos. Essa velocidade absurda com que a informação é transmitida, nos dá a sensação de que 'não estamos perdendo tempo', pesquisando e aprendendo.


Para que as informações geradas pela IA sejam precisas, quantidades enormes de dados são necessárias para treinar os algoritmos. Algoritmos são as regras bem definidas que determinam as equações de probabilidade e previsibilidade, e que são responsáveis pela resolução dos problemas ou das respostas dadas pela IA.


Por exemplo, se perguntarmos a IA “o que é yoga?”, ela trará uma gama de informações sobre definições, conceitos, do como e o quê praticar, etc. A resposta dependerá da quantidade de dados inseridos nos modelos de IA, juntamente com as instruções algorítmicas que foram determinadas para realizar a tarefa solicitada.


Perguntando ao Gemini, a plataforma de IA do Google, a resposta é a mais previsível, resumida e direta possível: Yoga é uma prática física, mental e espiritual originária da Índia antiga. A palavra "yoga" deriva do sânscrito "yuj", que significa "unir" ou "integrar", refletindo o objetivo da prática de criar harmonia entre o corpo e a mente.


Veja que a IA, num primeiro momento, diz que yoga é uma prática física, mental e espiritual; e no segundo momento, afirma que o objetivo da prática é criar harmonia entre o corpo e a mente. Onde está o terceiro elemento da prática, o espiritual?


É importante distinguir entre informação e conhecimento. Informação diz respeito a elementos observáveis e organizados (os dados). Dados são fatos e números brutos relacionados a pessoas, lugares, circunstâncias, conceitos, etc., e que podem ser analisados e interpretados para a elaboração de uma informação. Quando processados e apresentados em um contexto apropriado que os tornam úteis, transformam-se em informação.


Conhecimento tem a ver com aprendizagem, observação e percepção; é a compreensão ampla e profunda de conceitos, ideias e práticas, que se obtém por meio das relações sociais, do estudo, reflexão e experiência.


Conhecer não é apenas “saber fazer”, porém, é um saber fazer consciente do que se faz, do porquê se faz, do como se faz, do onde e quando se faz. O verdadeiro conhecimento não se aparta da consciência e, tampouco, está separado da vida. Ou seja, ele é íntegro e em harmonia com a existência em sua totalidade.


A IA não gera conhecimento; apenas produz informações previsíveis a dada circunstância, a partir de estatísticas e probabilidades. Como já dito, ela é uma estrutura matemática que serve para gerenciar incertezas e prever resultados. Por maior que seja a sua capacidade de produzir informações, que podem ser úteis, ela não gera conhecimento.


Os defensores da IA afirmam que ela está 'modernizando' o yoga. Soluções inovadoras para práticas personalizadas e aprendizagem aprimorada, eis o que dizem aqueles que veem na IA a promessa de uma ferramenta que poderá até substituir o contato pessoal nas aulas de yoga.


Essa “personalização aprimorada”, ao analisar e interpretar as informações pessoais do aluno, é capaz de elaborar rotinas individualizadas, fazer correções imediatas nas posturas, e elevar a qualidade da instrução.


A monitoração do “progresso” do aluno é outro aspecto que os adeptos da IA aplicada ao yoga, consideram como um grande avanço para a aprimorar a experiência da “jornada” no yoga.


Os recursos diversos da IA podem atender a uma ampla variedade de níveis de aprendizagem e aptidão física, desde o aluno iniciante ao avançado, disponibilizando modelos de treinamento, técnicas e estilos de yoga os mais diversos, conforme as tendências do aluno e em cada caso.


A IA pode gerar um padrão previamente definido daquilo que é útil para aqueles que praticam yoga e dela se servem como referência. E não é difícil perceber os prejuízos que isso pode acarretar não apenas às funções cognitivas das pessoas, mas, também, às relações sociais.


Ao apartar experiência da reflexão, a IA empobrece tanto uma como a outra. Ao eliminar o contato e a relação humano-humano, a IA enfraquece a empatia. Pois toda experiência sem reflexão e sem as aproximações das relações humanas, não promove o autoconhecimento, que é a essência do yoga.


A essência do yoga, portanto, pode ser comprometida com o avanço da IA guiando práticas e determinando o quê e como fazer. Estipular rotinas estimulantes, recomendar alguma leitura, sugerir técnicas respiratórias (pranayamas) e corrigir posturas, é o máximo da intervenção da IA no yoga. Mas yoga é muito mais que isso.


Há de se considerar que, no uso da IA como suporte ao yoga, o que funciona pode não estar certo; e o que é certo pode não funcionar. Há questões peculiares que não serão captadas pela IA. De certo, a IA não se constitui sequer um meio para alcançar a finalidade do yoga.


Essa interação humano-máquina, por mais precisa que seja, na perspectiva puramente objetiva, não supera a interação humano-humano. Exatamente por ela ser previsível em sua resposta; pois a resposta é sempre resultante de uma comparação de resultados possíveis.


Quando duas pessoas interagem em busca de conhecimento, há muito mais do que respostas meramente objetificadas ou comparações. Afinal, um computador não é capaz de uma compreensão ou solução de um problema pela súbita captação dos elementos e relações adequados.


O ser humano é muito mais do que números, cálculos, probabilidades e previsões. Nem tudo o que fazemos depende desse processo puramente objetivo, calculista e previsível. Sem o estímulo à reflexão e alijado da relação social, o risco do emburrecimento é muito real.


Não somos robôs programados para “dizer sim”, embora as teorias de Pavlov e o seu behaviorismo sejam amplamente explorados e utilizadas para “domesticar a mente” e padronizar o comportamento dos indivíduos menos atentos.

 

Dito de outro modo, o uso da IA, sem critérios, pode tornar o indivíduo um estúpido, ou seja, ele vai perdendo as suas capacidades e habilidades de discernimento, de compreensão e de sagacidade, pois a sua inteligência se entorpece e se anula, e uma incapacidade para aprender se instala no cérebro.


Na obra A dialética do esclarecimento (1947), os autores Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, filósofos da crítica social da Escola de Frankfurt, debatem sobre o valor do conhecimento obtido pelo racionalismo.


O racionalismo é uma corrente filosófica que afirma que a única fonte confiável de conhecimento é a razão, e qualquer fenômeno (natural, social), pode ser esclarecido por meio das ciências exatas.


Entretanto, quando os indivíduos seguem apenas os ditames da racionalidade matemática, isto é, pensam e agem apenas objetivamente, o esclarecimento se torna um mal, pois gera a estupidez.


Pois o pensamento e a ação puramente objetivos, desconsideram aquilo que é intangível em qualquer relação ou circunstância da vida. O intangível é o incompreensível, o inacessível ao intelecto; é aquilo que somente se alcança por uma percepção intuitiva.


Entretanto, a racionalidade objetiva, ou seja, o comportamento que se orienta somente por normas e regras baseadas em medidas e prescrições, desqualifica qualquer percepção subjetiva como referência ao pensamento e a ação.


Uma "pessoa esclarecida", portanto, ao contrário do que se poderia supor, seria alguém que deixou de lado a lucidez e o bom senso e, embora bem informado, sujeitou-se a determinadas condições, imposições ou vinculações ideológicas para pensar e agir.


Interessante observar que estupidez não é ignorância. Ignorante é aquela pessoa desprovida de informação e conhecimento. Ou seja, é alguém que se equivoca no que faz, por não saber o quê ou como se faz.


O estúpido, ao contrário, apesar de ter informações, e até conhecimento, age de modo deliberado em direção ao pior, pois as suas escolhas sempre o levam a tomar as piores decisões. O que o estúpido escolhe para a sua vida, é sempre aquilo que não o permite evoluir como ser humano.


O estúpido resiste a ajustar-se às circunstâncias da existência, quando assim se faz necessário, pois ele quer que tudo seja ao seu modo e que lhe favoreça. Em suma, estúpido é alguém que se prejudica a si mesmo o tempo todo, mas pode levar muitos pelo seu caminho. A estupidez é socialmente perigosa; ela é um mal a ser erradicado.


A estupidez, portanto, é um estado de emburrecimento contínuo, pois o indivíduo “empaca”, estanca em uma ideia, uma situação, um tipo de vida, etc. E nada o faz mudar. Ele é obstinado, um egoísta contumaz.  


Com o avanço da IA, não podemos esquecer quais são as metas do yoga e se a IA dará conta dessas metas. Em um nível mais baixo de realização ióguica, porém, fundamental, a meta é libertar o indivíduo do elemento mais nocivo à sua evolução espiritual: o egoísmo.


O egoísmo, esta fixação em si mesmo, é a causa principal dos males e do tipo de violência que acometem a humanidade. Libertar-se do egoísmo é aprender a agir sem a necessidade de fazer tudo somente em proveito próprio.


Em um nível intermediário de realização, a meta do yoga é obter a percepção clara entre espírito (purusha) e matéria (prakṛti). Esta realização se faz pela compreensão correta do que nos constitui como natureza e essência.


E, em um estágio ainda mais avançado da evolução espiritual, a meta do yoga é a “união mística” ou a perfeita identificação da consciência individual (atman) com a Consciência Cósmica (Brahman), que é alcançada apenas por uma 'percepção intuitiva' (pratibha), consequência do conhecimento interior inato que nos guia ao despertar espiritual e à Sabedoria Divina.


Yoga é uma via de acesso à espiritualidade. Esta é a sua função principal. A base de sua realização é a meditação. Suas técnicas de controle corporal e domínio da mente, como asanas e pranayamas, são apenas acessórios. Quando se alcança a meta, eles são dispensáveis.


Discernimento (viveka), equanimidade (upeksha), generosidade (maitri), compaixão (karunā), simpatia (mudita) e serenidade (shanti), são expressões genuínas da transformação pelo yoga. Elas são obtidas por meio do estudo, da reflexão, da contemplação e da prática consciente das técnicas físicas.


A prática do yoga em sua essência, portanto, exige um corpo de ensinamentos introdutórios ou básicos. Essa introdução ao yoga é fundamental que seja feita por e entre pessoas, e não ser deixada por conta de um gerador de informações e manipulador de linguagens tendencioso.


É esse conhecimento preliminar, de caráter histórico e filosófico, ministrado por um ser humano, que precederá a iniciação no yoga, pois se trata de uma fase preparatória e indispensável para a compreensão correta dos ensinamentos espirituais, das técnicas e métodos do yoga.


Sem essa propedêutica, a maioria das pessoas passará apenas a imitar certos aspectos exteriores do yoga, como os asanas e pranayamas, e interpretará, literalmente, certos detalhes técnicos dessas práticas, sem a consciência do verdadeiro significado e sentido dessas práticas.


Esse é o risco dos ensinamentos do yoga serem assimilados e vividos por uma população que consome tecnologia em larga escala, sem questionar e analisar situações e experiências. Em tal circunstância, a mensagem do yoga, ainda que renovada, acabará por ser degradada e esquecida em sua essência.


Este texto teve o propósito de servir como uma breve reflexão sobre o que estamos fazendo com o yoga e a tecnologia. Não posso dizer que sou totalmente contra a IA; tampouco, não afirmo que sou a favor. Há muito a ser considerado sobre o uso da IA no yoga.


Acredito que há coisas que nós, humanos, deveríamos ter o máximo cuidado em preservar. Há coisas que são fundamentais para a nossa sobrevivência, naquilo que nos constitui como humanidade.


Antes de desejarmos um ‘futuro pós-humano’, onde “máquinas pensantes” darão ordens e obedeceremos sem questionar, pois elas saberão tudo sobre nós, deveríamos saber primeiro o que é ser humano.


O yoga pode nos dar essa resposta; a IA, não.


Hari Om Tat Sat.

 

Não queiras reinventar o saber ancestral por meio de práticas desnecessárias. Aquele que assim o faz, jamais realiza a Meta Suprema. Embora viva mil anos, estará condenado ao fracasso pelas incontáveis experiências inúteis (Uttara Gita, Livro III).

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